quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mãos agrecivas que
golpeiam palavras inertes:
Labor dos desgraçados herdeiros
de velhos livros ensurdecedores.

sábado, 14 de junho de 2008

Paradígmas

Bato no
fato
Cato no
tato

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pincela-me as costas
com estas carícias loucas:
Nunca estas ruas viram uma arte assim!

domingo, 4 de maio de 2008

Flor e vício: esta cidade é meu ópio.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Pluvial

Precipitando palavras indóceis,
Esta chuva Rompe o incômodo silêncio...

Cada gota verte palavras alheias
Que caem na fina camada desta inexistência.
Cada gota um infinito
Gotas que borram esta falta de tudo...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Tolo...
Grande ilusão sua pensar que estas palavras são suas criações
Quando, na verdade, são elas quem ditam seu nome e
esfregam nas palmas de suas segas mãos o mundo.
Não se Iluda! não são estas palavras seu labor, você é labor das palavras...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Desejos de cortina alemã

Que papel sobrou pra interpretar meu pobre coração?
Aquele que ninguém quer mais.
Deixa-me ser visto pelo teu imenso coração,
Deixa a luz brilhar um pouco sobre mim.
E o aplausos soarem por mim...