Dores agudas
Sorrisos inertes
Minhas cortinas sabem mais de mim
do que estes velhos conhecidos de praça-albuquerque: estranhos como eu sou!
Catarse?
Não...
Isto é o melhor de mim: aceitar esses jogos de chantagem.
Atenção é prívilégio bom.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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15:14
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Mãos agrecivas que
golpeiam palavras inertes:
Labor dos desgraçados herdeiros
de velhos livros ensurdecedores.
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flâneur desvairado
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23:09
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sábado, 14 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Pincela-me as costas
com estas carícias loucas:
Nunca estas ruas viram uma arte assim!
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23:23
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domingo, 4 de maio de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Pluvial
Precipitando palavras indóceis,
Esta chuva Rompe o incômodo silêncio...
Cada gota verte palavras alheias
Que caem na fina camada desta inexistência.
Cada gota um infinito
Gotas que borram esta falta de tudo...
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00:40
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Tolo...
Grande ilusão sua pensar que estas palavras são suas criações
Quando, na verdade, são elas quem ditam seu nome e
esfregam nas palmas de suas segas mãos o mundo.
Não se Iluda! não são estas palavras seu labor, você é labor das palavras...
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23:04
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Desejos de cortina alemã
Que papel sobrou pra interpretar meu pobre coração?
Aquele que ninguém quer mais.
Deixa-me ser visto pelo teu imenso coração,
Deixa a luz brilhar um pouco sobre mim.
E o aplausos soarem por mim...
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21:03
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
E no sétimo dia...
Numa sexta-feira arrancaram minhas mãos.
Então, no dia seguinte, escrevi sobre a ausência das mãos.
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17:11
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Passeio de Flanêur
Eu vim daquela rua de baixo
carregando estes sentimentos até aqui.
Vi uma menina com flores na mão,
Falei com as palavras, escrevi pessoas.
Plantei numa terra infértil as flores mais lindas.
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22:36
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Que nostalgia, que nada!
É saudade mesmo.
Daquelas que entortam versos,
daquelas que acendem cigarros...
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20:21
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Queda livre
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14:45
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Agora nada mais importa.
Este meu quarto de dois lugare e
um travisseiro
não me fere, não me cansa...
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13:39
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domingo, 2 de dezembro de 2007
engodo
A porta tá aberta, amor!
... aporta, amor! ...
mais uma vez esqueci que você se foi.
ainda não me acostumei a fechar as portas.
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23:45
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melancólyca
O conhaque desse seco,
as plavras não.
em vez do gosto amargo,
aquela útlima dose de compaixão...
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23:08
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
Quase catarse
Gostaria de dizer coisas simples
Mas sou tão complexo...
Tenho desejo de ser mais objetivo
Mas tudo ao meu redor se apresenta turvo e sem muito sentido
Então resta dar a mão
não aquilo que os olhos vêem
mas aquilo que a mente engana
que o coração finge sentir:
fragmentos de uma meia verdade.
vejam meu fracasso novamente...
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23:13
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
CIBERCU...
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23:35
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quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Agora toda criação está gemendo como dores de parto.
Parto para não viver de ausências,
Parto para cumprir o fado.
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22:58
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
com este que
............................Fui
a voraz necessidade de dizer
ea desejada calma do silêncio intácto
............................para
enfim unir-as-duas-pontas de
............................Minha existência
em um plano harmonioso
............................Que não passa de
palavras mortificadas neste
............................Discurso ao vento
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flâneur desvairado
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23:45
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