segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Dores agudas
Sorrisos inertes
Minhas cortinas sabem mais de mim
do que estes velhos conhecidos de praça-albuquerque: estranhos como eu sou!

Catarse?
Não...
Isto é o melhor de mim: aceitar esses jogos de chantagem.
Atenção é prívilégio bom.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Penso, logo insisto...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mãos agrecivas que
golpeiam palavras inertes:
Labor dos desgraçados herdeiros
de velhos livros ensurdecedores.

sábado, 14 de junho de 2008

Paradígmas

Bato no
fato
Cato no
tato

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pincela-me as costas
com estas carícias loucas:
Nunca estas ruas viram uma arte assim!

domingo, 4 de maio de 2008

Flor e vício: esta cidade é meu ópio.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Pluvial

Precipitando palavras indóceis,
Esta chuva Rompe o incômodo silêncio...

Cada gota verte palavras alheias
Que caem na fina camada desta inexistência.
Cada gota um infinito
Gotas que borram esta falta de tudo...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Tolo...
Grande ilusão sua pensar que estas palavras são suas criações
Quando, na verdade, são elas quem ditam seu nome e
esfregam nas palmas de suas segas mãos o mundo.
Não se Iluda! não são estas palavras seu labor, você é labor das palavras...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Desejos de cortina alemã

Que papel sobrou pra interpretar meu pobre coração?
Aquele que ninguém quer mais.
Deixa-me ser visto pelo teu imenso coração,
Deixa a luz brilhar um pouco sobre mim.
E o aplausos soarem por mim...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

E no sétimo dia...

Numa sexta-feira arrancaram minhas mãos.
Então, no dia seguinte, escrevi sobre a ausência das mãos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Passeio de Flanêur

Eu vim daquela rua de baixo
carregando estes sentimentos até aqui.
Vi uma menina com flores na mão,
Falei com as palavras, escrevi pessoas.
Plantei numa terra infértil as flores mais lindas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Que nostalgia, que nada!
É saudade mesmo.
Daquelas que entortam versos,
daquelas que acendem cigarros...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Queda livre

Via o chão se aproximar. Então teve a subta idéia de não aparar a queda. Um estranho desejo de sentir a dor aguda e de despertar o sentidos do torpor no qual seu corpo, que nunca fora tocado por niguém, estava aprisionado, a guiavam para um caminho sem volta. 50 cm. Pensou em toda polidez nos gestos dos homens que conhecia. 40 cm. Eles não a desejavam, eles não a desvirginaram e tudo isso lhe consumia. 30 cm. Era a dor do desejo desejando um pouco dor. 20 cm. Apertou as mão. 10 cm. Sentiu os primeiros sintomas do medo, mas permaneceu firme em sua decisão. 9 cm. Fechou os olhos e largou os braços. 5 cm. Sentia o medo ceder lugar ao antegozo... Com olhos ainda fechados, percebendo que não setira o baque, teve a ligeira impressão de ter perdido a capacidade de sentir qualquer coisa. Ao abrir os olhos, percebeu que ainda estava em seu pequeno quarto. Em suas mão, um pequeno rascunho que acabara de escrever. Terrível ilusão. Ela sonhara o conto que escrevera.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Agora nada mais importa.
Este meu quarto de dois lugare e
um travisseiro
não me fere, não me cansa...

domingo, 2 de dezembro de 2007

engodo

A porta tá aberta, amor!
... aporta, amor! ...
mais uma vez esqueci que você se foi.
ainda não me acostumei a fechar as portas.

melancólyca


Um Suspiro, um fim de tarde...
O conhaque desse seco,
as plavras não.

Como gostaria de ter para esta tarde,
em vez do gosto amargo,
aquela útlima dose de compaixão...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Quase catarse

Gostaria de dizer coisas simples
Mas sou tão complexo...
Tenho desejo de ser mais objetivo
Mas tudo ao meu redor se apresenta turvo e sem muito sentido

Então resta dar a mão
não aquilo que os olhos vêem
mas aquilo que a mente engana
que o coração finge sentir:
fragmentos de uma meia verdade.

vejam meu fracasso novamente...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

CIBERCU...

"o humano é reduzido ao nível das bestas". Esse pequeno trecho da página 14 de um dos famosos textos de Pierre Levy, CIBERCULTURA, anteviu o que logo aconteceria. O grotesco cenário rompeu a atenção da minha cotidiana leitura de ônibus. E como não notar? Era mais um Jõao Estatística da Silva que morria enquanto sua cabeça era esmagada pelos pés de outros tantos Joãos. Por que? Porque ele escolheu a cor errada, a camisa errada, o dia errado, o sexo errado, a religião errada; porque suas opiniões deveriam ser plasmadas afim de preservar a manutenção da soberania dos macacos. Mas o maior problema da morte do João, cujo sangue agora rega "as flores nas encostas" do asfalto desta cidade, é que ele não morreu sozinho. João levou consigo mais um pouco de minha atenção (Nestes dias não vai me restar mais nada) e deixou o gosto de seu sangue em minha garganta. O gosto do sangue de João tem gosto diferente de tudo que já provei. É uma mistura de impotência e omissão, Sabe? É... João devia ser um cara legal. Não sei se era esperto. Bem, de uma coisa eu tenho certeza: se a sabedoria de um homem fosse mensurada pelo sangue que lhe entorna, João deveria ser esperto pra burro. Mas os burros não precisam de espertalhões, não é mesmo? Isto é uma merda! Não sei onde parei em meu Levy. Já sei! Parei na "aceitação"...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

à menina gauche

Nasci poeta do ventre de tua mão, poetisa.
Agora toda criação está gemendo como dores de parto.
Parto para não viver de ausências,
Parto para cumprir o fado.
Trouxeste contigo a flor que me espanca,
a palavra que me ceifa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

misturo aquele que sou
com este que
............................Fui
a voraz necessidade de dizer
ea desejada calma do silêncio intácto
............................para
enfim unir-as-duas-pontas de
............................Minha existência
em um plano harmonioso
............................Que não passa de
palavras mortificadas neste
............................Discurso ao vento